Uma das coisas mais difíceis de serem feitas na vida: uma autocrítica. Amamos-nos demais, ou, melhor dizendo, amamos demais a nossa imagem, que criamos para o consumo externo. Nos vemos com os olhos dos outros: assumimos uma determinada personalidade porque achamos que seremos bem aceitos pelas pessoas que nos cercam. Nossas metas e comportamento passam a seguir os modelos admirados e não raramente receitados por terceiros.
Chegamos a fingir tão bem que temos aquelas características que os outros admiram que acabamos por acreditar que realmente somos aquilo que inventamos. Vamos assim reescrevendo de forma mais tosca o belo poema de Fernando Pessoa que lembra o apego ao fingimento:
“O POETA É UM FINGIDOR
E FINGE TÃO COMPLETAMENTE
QUE CHEGA A FINGIR QUE É DOR
A DOR QUE DEVERES SENTE.”
Talvez pudéssemos ousar e utilizar as palavras do escritor português para afirmar que o ser humano é um fingidor, que de tanto fingir que é quem não é, chega a acreditar que realmente é quem não é. E aí que reside toda a infelicidade, todo o desencontro. A busca da satisfação se faz através de sonhos que não sonhamos, mas adquirimos de alguém. Conquistamos metas e vitórias que perseguimos com afinco, mas ao chegarmos ao pódio, a medalha nos parece estranha, o prêmio não nos satisfaz. Partimos, então, em dissimulado descontentamento para uma nova conquista vazia, que outro alguém aprova e admira.
Qual é o preço da autonomia? O que acontece se um de nós resolve romper o pacto de cinismo e decide descobrir sua essência? Que vida poderá levar numa sociedade em que todos tem comportamentos estandardizados um sujeito que quer viver com suas reais convicções? Não se pode dizer, efetivamente, que esse mundo é muito tolerante com os diferentes. Aquele que não se veste com a moda é cafona. O que não ambiciona o poder é fraco. O que destoa dos comportamentos comuns, excêntrico!
Sinceramente, não sei se esta opção pela autenticidade é fonte cristalina e inesgotável de felicidade. Mas é infinitamente melhor do que não sê-lo. O caminho de todos é o caminho de ninguém, do não-indivíduo. Merecemos ser especiais: cada pessoa nasce única e incomparável e tem uma contribuição belíssima para dar ao mundo, assumindo um papel inédito. Por isso, cada indivíduo deve olhar para sim, sem as pressões de fora, em silêncio, para perceber todos os talentos, as potencialidades e os quereres que só aquela pessoa possui. Aí, diante desta descoberta, nascerá uma força incomparável de realizações e saciedade. Não nos apeguemos nos caminhos que nos foram indicados ou impostos, até porque, como disse o Poeta Mario Quintana, “OS PASSOS FAZEM O CAMINHO”.
“Lei da Adoção”
Bom, a lei da adoção já está em vigor, obrigando a revisão semestral dos motivos do abrigamento de cada criança e estipulando o prazo máximo de 2 anos para que a criança seja reintegrada ou encaminhada para uma família substituta. Na sua cidade há alguma movimentação para cumpri-la? Procure o Ministério Púbico e se informe.
“Pai Adotivo”
O livrinho do colunista, Manual dos Pais Adotivos, será lançado dia 28 de março, na Venezuela, com o título “Manual dos Padres e Madres Adoptivos”. Na terra de Chaves essa é a data em que se comemora o dia nacional da adoção.
“Já no Brasil”
Aqui o dia nacional é 25 de maio. Foi determinada esta data por uma lei de autoria do Deputado João Matos, de Santa Catarina, por ser a da realização do primeiro ENAPA, encontro nacional de grupos de apoio à adoção, há 14 anos atrás.
“ENAPA 2010”
Aliás, o ENAPA desde ano é na charmosa capital do Mato Grosso do Sul, Campo Grande, dias 2, 3 e 4 de junho. Quem não conhece este encontro deveria se permitir esse luxo: pais e filhos adotivos em depoimentos comoventes, psicólogos, assistentes sociais, operadores do direito, participando de ricos debates sobre adoção, abandono e institucionalização.
“Romantismo”
Pensando em viajar? Gosta de música romântica brasileira? O destino é Conservatória, pequeno distrito de Valença-RJ, donde a seresta e a serenata resistem ao tempo, nas mãos e nas vozes de cantores e músicos amadores. Têm inúmeras pousadas e restaurantes para todos os preços. É diversão garantida.
“Para Pensar”
“O SER HUMANO SEM DÚVIDAS NÃO EVOLUI. O QUESTIONAMENTO É O PRIMEIRO PASSO PARA NOS ABRIRMOS PARA O NOVO.” Roberto Shinyashiki







































São estes os filmes em cartaz no Terra Parque Shopping em Divinópolis/MG