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Quarta Mar 10

Pablo Nogueira

E as propostas?

 

 

Com o início da pré-campanha eleitoral os ataques se intensificam. No centro do debate há, ao invés de uma discussão sobre os projetos futuros, a tradicional cisma com o passado. O clima de Fla-Flu, imposto por PT e PSDB demonstra a vontade maquiavélica em apontar defeitos nos adversários que são comuns também a quem aponta. É notória a disputa mesquinha que beneficia apenas os partidos. Vence quem conseguir a custo de bom desempenho buscar números gloriosos. Mas que apresentados em contexto reforçam a tese: em quase duas décadas no poder, ambos acumulam defeitos imperdoáveis.

 

A educação melhorou, com substancial queda na taxa de analfabetismo e de crianças fora da escola. A qualidade da escola, no entanto, ainda continua devendo. Crianças e adolescentes são aprovados de maneira irresponsável. Chegam à universidade (e quando chegam!) sem saber o básico. O aprendizado do estudante de escola pública ainda é bem melhor em relação aos de escola particular. Mais preparados, estes alunos são a esmagadora maioria nas universidades federais.
A taxa de desemprego caiu a níveis importantes, mas quase três milhões de pessoas estão sem trabalho no Brasil. Muitos vivem na informalidade, outros trabalham em situações degradantes. O salário aumentou, mas o poder de compra do brasileiro ainda é mínimo. Com elevadas taxas de juros, trabalha-se mais de cinco meses pra pagar imposto. O reajuste da aposentadoria não acontece na mesma sintonia que o mínimo. Muitos aposentados não ganham nem um terço do que quando se aposentaram. Mais de 70 milhões de brasileiros são considerados miseráveis. E 17 milhões, literalmente, passam fome, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Como se vê, falta um debate que dê conta do que fazer com um Brasil que, nos números, pode se tornar a quinta potência econômica mundial. Mas tem graves problemas de terceiro mundo em que qualquer propaganda de “país perfeito” soa à demagogia.
É certo que a campanha só está começando. Mas a julgar pelo que reforçam as figuras políticas dos dois partidos, assim ela deve seguir, sem propor melhorias efetivas. Que ao longo da campanha a balança de quem errou menos, seja substituída pela de quem pode acertar mais.
*A partir de agora este articulista também virou blogueiro e convida todos os leitores a acessar www.eleicoes2010.zip.net

 

Tirando o pé da lama

 

 

Quando o mandato de Luis Inácio Lula da Silva terminar, um ciclo de 16 anos terá sido encerrado. Um ciclo que começou ainda no governo de Fernando Henrique Cardoso e foi responsável pelo amadurecimento da noção, por parte dos eleitores, da importância de uma escolha não apenas democrática, mas também acertada sobre os rumos do país. Só quando o brasileiro se deu conta dessa importância, conseguiu sair do fosso de lama em que estava durante mais de trinta anos, entre governos ditatoriais e governos de fisiologismo.
Logo, é um equívoco acreditar que a maior causa de o Brasil ser um país com relativa melhora se deve a governos eficientes. Isso é conseqüência. A causa está atrelada a escolha madura do eleitor. Ainda que o processo eleitoral precise melhorar no campo legislativo, no campo executivo há motivos para comemorações. Não se julga o mérito da escolha, nem tão pouco aquilo que é puramente a conseqüência, ou seja, a eficiência dos governos. Analisam-se os critérios de escolha. .
Em 1994, a opção por FHC significou a expectativa como presidente, de repetir no campo social, educacional e de saúde, o sucesso da economia com a criação do Real quando o tucano ainda era ministro da Fazenda de Itamar Franco. Durante oito anos, entre erros e acertos, se as decisões não chegaram próximos da perfeição, serviu ao menos para consolidar as instituições e tirar um dos pés do Brasil da lama.
Em 2002, a opção por Lula significou a rejeição por um governo continuado, onde se esperava que não apenas um, mas os dois pés fossem retirados da lama. O eleitorado, cansado de esperar, decidiu mudar o caminho e entregou ao petista a incumbência de tirar o Brasil, de vez, do buraco. Durante oito anos, entre erros e acertos, Lula conseguiu tirar o outro pé do Brasil da lama.
A partir de agora o país parece estar pronto para caminhar, com os pés livres de ir ao encontro de um lamaçal. Resta saber se o eleitor manterá a máxima de, entre todos os candidatos abarcados de defeito, escolher o que menos tem errado. E decidir sobre, será um exercício severo de consciência, onde qualquer equívoco pode render um tropeço.

 

Capa do Impresso

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Blog Cibele Leite

 

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Dengue

A voz do leitor

Oi Cibele,
Já faz algum tempo que não nos falamos. Estou morando aqui nessa terra maravilhosa (Porto Seguro/BA) e trabalhando bastante. Sempre que posso, acompanho as notícias da nossa querida Divinópolis na internet, e é claro, não poderia ser outro senão o site Magazine. Um grande abraço e que DEUS abençoe a todos.

Professor Serjão - Porto Seguro/BA

 

Li no site do Magazine sobre uma possível greve dos trabalhadores do transporte coletivo. Os motoristas e cobradores da Trancid não sabem o poder que possuem, vide o que está acontecendo em BH. É uma pena ter o Adami como presidente do sindicato, já que ele é um pau-mandado dos donos da Trancid. A situação poderia ser bem melhor para os trabalhadores.

“Pegador de ônibus”

 

Olá direção do Magazine,
Será que se lembra de mim? Já trabalhei em seu jornal com uma coluna e também em vários jornais e revistas de Divinópolis. Atualmente tenho minha revista no Espírito Santo. Acessei o site e com certeza já o coloquei em meus favoritos. Se tiver um espaço no jornal queria colocar umas fotos dos trabalhos realizados aqui por nós.

César Magalhães



Olá pessoal do Magazine,
Gostei muito do site e do seu conteúdo, bem escrito, exato, honesto, atual, como sempre. Por isto, coloquei um link em meu blog.  Espero que aprovem (e permitam). Seção notícia.
Obrigado. Com votos de sucesso.

Flávio Flora

 

Tenho lido o jornal pela internet e o acho bacana pra caramba. Não sabia que no interior havia um veículo de comunicação deste naipe, com esta qualidade!

Ana Maria Lontra – BH.

 

Prezada Cibele, prezados integrantes da equipe:
Meus parabéns pela primorosa edição do último final de semana. Divinópolis nunca teve um jornal tão bom assim! É pena lutar com a carência de apoio financeiro, que deveria partir, principalmente, da classe comercial e industrial do município, que é omissa e dá a impressão que vive numa cidadezinha e não em uma já quase metrópole.

Lázaro Barreto, escritor

 

Equipe do Magazine, Parabéns pela primeira edição impressa do ano – ficou ótima, sensacional. Obrigado!

Weiler Batista

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“Sem as mulheres o que seria de nós.”
Vereador Hilton Aguiar/PMDB

 

"A internet pode ser usada para fazer o bem e o mal, é uma ferramenta atual que atinge muitas pessoas ao mesmo tempo. Há criminosos, pedófilos que usam este meio com a ideia de que são anônimos lá, friso que não são, combatemos o crime virtual também.”
Dr. Carlos Fortes, promotor de Justiça

 

“É um absurdo, porque sabemos que milhares de mulheres que enfrentam a violência doméstica em nosso País são intimidadas, ameaçadas e acabam não tendo condição de representar contra o seu agressor à Justiça. Espero que essa decisão do STJ seja revista.”
Cida Diogo/PT, deputada federal, sobre as alterações na lei Maria da Penha


“Uma cidade é um organismo vivo, dinâmico. Por isso deve estar em permanente estado de crescimento, de novas conquistas. Assim é Nova Serrana. É assim que se faz para administrar bem uma cidade hoje...e no futuro.
Paulo César de Freitas/PDT, prefeito de Nova Serrana


“O Secretário Adjunto, senhor Gilmar Santos, que se tornou conhecido como o Secretário da Morte, é ainda mais nefasto para este governo. Já colocou a administração em maus lençóis ao afirmar que prefere que a população morra ao invés de procurar o Pronto-Socorro.”
Dra. Heloisa Cerri/PV

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