O cruzamento entre as ruas do Comércio e Itapecerica no Centro de Divinópolis, preocupa a população, principalmente pais de alunos do colégio que funciona nesta região. O risco de um acidente é grande – a rua do Comércio é de mão dupla, com estacionamento nos dois sentidos, mas a maioria dos motoristas que vem da rua Itapecerica e precisa realizar uma curva com pouca visibilidade, parecem ignorar tais informações.
“Os carros entram nesta esquina com tudo e ninguém se lembra que a rua do Comércio é de mão dupla. Já presenciei vários acidentes porque tenho filhos estudando no colégio Universitário e infelizmente nada é mudado por aqui. Minha preocupação com a saída dos meus filhos da escola é tão grande que venho buscá-los. Esse problema foi levado ao conhecimento de órgãos municipais por diversas vezes, mas nenhum pedido foi atendido. A rua do Comércio deveria ser de mão única”, ressalta Cibele Dias, 42.
A divinopolitana explica que não é apenas o trânsito que preocupa na região, mas também a grande quantidade de mendigos e traficantes transitando por ali. “Já aconteceu de estar aguardando a saída dos meus filhos e um mendigo arranhou meu carro porque eu não quis dar esmola a ele. Eu considero um risco para as crianças que ali também frequentam.”
Ainda sobre a questão do trânsito, Cibele aponta também a falta de sinalização adequada no trecho. “Não existem sequer placas de redução de velocidade... tá complicado. Felizmente, a maioria das crianças e adolescentes que estudam no Universitário já sabe dos riscos - não dão mole de ficar parados na região da escola porque sabem que podem ser vítimas de atropelamento ou serem agredidos e roubados por estranhos”.
Cibele cobra uma postura da prefeitura municipal para o problema. “É um absurdo essa administração municipal não fazer nada. Seria uma atitude simples no que diz respeito ao trânsito – apenas colocar a rua do comércio como mão única ou então providenciar guardas de trânsito para o local, já que eu nunca vi nenhum deles por aqui. Devem estar concentrando seus esforços em apenas multar quem não tem o talão do rotativo na região central. Será que vai ser preciso alguém perder a vida aqui para que algo seja feito. Eu espero que não”, conclui Cibele.
Maria Heloísa dos Santos, 52, é moradora na região da rua do Comércio e faz questão, assim com Cibele de levar e buscar a filha no colégio.
“Mesmo morando bem perto não consigo deixar de acompanhar minha filha que já levou um grande susto ao ser quase atropelada quando voltava da escola para casa. A entrada do Universitário fica muito próxima à esquina e daí o aumento do problema. É uma confusão também de carros virando na mão errada... ou seja, confuso naquele trecho”, desabafa.
Heloísa gostaria que o prefeito desse uma atenção especial para o cruzamento e percebesse que as pessoas, principalmente os estudantes correm risco ali. A moradora vê como solução assim como Cibele a mudança da rua do Comércio para mão única, além da criação de um estacionamento 45º para organizar a questão dos pais que buscam seus filhos de carro.
“No mínimo, de imediato deveriam colocar redutores de velocidade na rua Itapecerica, além de placas de sinalização apontando ser aquela uma região de escola, além de residencial”, conclui.
SEM CONHECIMENTO
O Gerente de Educação e Fiscalização de Trânsito, da prefeitura de Divinópolis (SETTRANS), Gerson Luiz de Freitas, diz que o Executivo nunca recebeu qualquer reclamação a respeito de tal cruzamento.
“Mas como as denúncias foram feitas vamos enviar alguns agentes para fiscalizar essa esquina. Trabalhamos de forma a atender todos os pedidos da população e devido a isso estamos formando mais 10 agentes de trânsito que vão nos ajudar nesse trabalho de organização. Caso os fiscais vejam a necessidade de tornar a rua do Comércio de mão única, com certeza isso vai ser feito. Adianto que nossa equipe estará o quanto antes fazendo esse estudo para que a tranquilidade dos pais, dos alunos e dos moradores voltem. Sempre estamos preocupados e de prontidão a dar respostas imediatas para casos desse tipo”, ressalta.
Sobre a colocação de agentes de trânsito no local, principalmente na saída do colégio, para evitar transtornos, Gerson ressalta que esta seria a opção mais sensata no momento.
“Porém não temos uma quantidade suficiente de agentes para ficar de prontidão em nas escolas da cidade. De qualquer forma, a população da região pode ficar tranquila. Se o problema existe, ele será resolvido”, conclui Gerson.







































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