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Quinta Mar 11

Entrevista

Carina Margonari de Souza

 

 

“A população de Divinópolis sabe muito pouco sobre Leishmaniose”

Formada em Ciências Biológicas pela PUC/MG, Carina Margonari de Souza (a direita) fez doutorado e pós-doutorado em Biologia Parasitária pela Fundação Oswaldo Cruz e, desde 2006, realiza em Divinópolis importante trabalho de pesquisa em torno da Leishmaniose. Na verdade, tal doença foi seu “objeto” de pesquisa durante o mestrado, doutorado e pós-doutorado.
“Com isso, meus olhos estão sempre abertos com relação à enfermidade onde quer que eu esteja ou trabalhe. E, o objetivo final do desenvolvimento de todas essas pesquisas é o de controlar e prevenir. Principalmente prevenir! Isso porque as medidas preventivas são mais baratas e eficazes que as curativas”, destaca.
Dra. Carina conta que o estudo da Leishmaniose em Divinópolis, foi possível graças ao apoio de diversos colaboradores e em especial à FUNEDI/UEMG, onde atua como Assessora Científica do Núcleo de Saúde Coletiva. O estudo feito pela pesquisadora é suma importância uma vez que, segundo ela, a população local se mostra pouco informada sobre a Leishmaniose.
Para colaborar neste processo de informação da população sobre a doença, a reportagem do MAGAZINE realizou uma entrevista exclusiva com Dra. Carina. Leia a seguir:
 
O que é leishmaniose?
Leishmaniose é o nome que se dá às doenças provocadas pelos protozoários do gênero Leishmania. Dependendo da espécie de Leishmania a doença pode se manifestar como na forma cutânea (Leishmaniose Tegumentar Americana – LTA) ou visceral (Leishmaniose Visceral – LV). Existem muitas espécies capazes de causar leishmaniose no ser humano, mas é a espécie Leishmania chagasi (sin. Leishmania infantum) a espécie responsável pela leishmaniose visceral (ou Kala-azar) no homem e no cão. Os agentes etiológicos mais comuns da LTA nos grandes centros urbanos são a Leishmania braziliensis e Leishmania amazonensis.

Como ocorre a transmissão da doença?
A transmissão ocorre quando pequenos insetos conhecidos como flebotomíneos (Gênero: Lutzomyia), também chamados de mosquito palha e birigui, picam o homem. Durante a picada, se o inseto estiver infectado, ele pode transmitir o protozoário juntamente com a saliva que é regurgitada. Dessa forma, a Leishmania entrará na corrente sanguínea e se reproduzirá nas células de defesa do nosso organismo (células do Sistema Monocítico Fagocitário). Dependendo da espécie do protozoário que foi transmitida a pessoa desenvolverá LTA ou LV.

Quais são os sintomas clínicos mais comuns?
Os sintomas variam de acordo com o tipo de Leishmaniose. A LTA pode se manifestar com o aparecimento de uma lesão bem definida no local da picada, podendo ou não ulcerar. A ferida ulcerada possui características como: formato de cratera de vulcão com bordas protuberantes. A ferida pode apresentar infecções secundarias, tornando-se dolorida, incômoda e presença de secreção purulenta. A LTA possui a forma mucocutânea, onde surgem lesões em várias partes do rosto, principalmente mucosas (nariz e boca). Além da forma disseminada que é caracterizada pela presença de lesões por todo o corpo. Essa forma não possui tratamento.
A LV apresenta inicialmente sinais sutis como: febre, anemia, desânimo, tosse seca. Esses sintomas podem evoluir de forma lenta ou rápida, dependendo de uma série de fatores ligados ao hospedeiro e ao parasita, causando emagrecimento, inchaço do baço e fígado (hepatoesplenomegalia), distensão abdominal, complicações renais e pulmonares, falência múltipla de órgãos e óbito.
Os sintomas nos cães, quando existentes, são: ulceras na região da orelha, focinho, patas, crescimento anormal das unhas, desânimo, falta de apetite, emagrecimento, aumento do fígado e do baço, queda de pêlos, conjuntivite persistente.

Existe uma época de risco de proliferação da doença? Quando e por quê?
A proliferação da doença acontece de forma variável. Isso depende muito da epidemiologia da doença na região. Geralmente, as épocas de maior proliferação do vetor e conseqüentemente o aumento do número de casos humanos e caninos, coincide com os períodos pós chuva. Porém, o risco da transmissão da doença está muito mais relacionado com as medidas de controle e manejo do ambiente peridomiciliar e domiciliar do que com sazonalidade.

Existe alguma maneira de prevenção?
Para prevenir a transmissão da doença, é necessário um esforço individual: manter os quintais, canis, galinheiros, pomares, limpos – uma vez que o vetor se reproduz em matéria orgânica em decomposição; telar (com tela bem fina) os canis – onde os cães deverão ficar após as 18h, utilizar coleira Scalibor nos cães – previne a picada dos insetos vetores. O uso de velas e a própria planta Citronela é indicado como repelente natural.
É necessário também um esforço do poder público: estudar a epidemiologia da doença em seu município para tomar medidas adequadas, tratar os doentes, sacrificar os cães soropositivos, controlar a população de cães vadios, limpar lotes vagos, realizar coletas de lixo regularmente, dentre outros.

Como é feito o diagnóstico e o tratamento da doença?   
O diagnóstico pode ser feito a partir da “desconfiança” da doença. Pois, os primeiros sintomas são muito sutis. Posteriormente, essa desconfiança aumenta a partir dos sintomas clínicos apresentados. E a confirmação do diagnóstico é feita laboratorialmente pela verificação da presença do parasita nas lesões através de biópsia. Podem ser realizadas coleta de sangue ou punção de medula óssea para a realização de exames sorológicos Reação de Imunofluorescência Indireta (RIFI), Reação imunoenzimática (ELISA) e/ ou exames moleculares Reação da Cadeia de Polimerase (PCR).

Como chama essa pesquisa realizada sob sua orientação em relação a leishmaniose?
Na verdade, tenho várias frentes de pesquisa na região, portanto, tenho vários projetos desenvolvidos e em desenvolvimento. Durante dois anos consecutivos foram realizados estudos entomológicos na reserva do Parque do Gafanhoto. Foi observada uma rica fauna de flebotomínios composta por mais de 20 espécies. Dentre elas, foram observadas cinco vetores da LTA (Lutzomyia whitmani, L. intermedia, L. pessoai, L. neivai e L. fischeri). Além disso, foram detectadas grandes quantidades desses insetos naturalmente infectados por Leishmania braziliensis (agente etiológico da LTA) e Leishmania chagasi (agente etiológico da LV) - Esses dados geraram monografias de 2 alunos do curso de Ciências Biológicas da FUNEDI: Xavier 2007 e Borges 2008. Esse fato nos fornece dados hipotéticos da fauna flebotomínica urbana, uma vez que as espécies vetoras encontradas na reserva do município já foram descritas no peri e intradomicilio de outras regiões brasileiras por vários autores. Esses dados entomológicos foram enviados, em forma de artigo, para publicação no Journal of Medical Entomology e estão em fase de análise. Em um outro estudo, visando observar a percepção da população de Divinópolis sobre as Leishmanioses, foram entrevistadas 100 pessoas residentes em quatro diferentes bairros do município. Destes, dois bairros eram indenes à enfermidade (Danilo Passos I e Danilo Passos II) e dois bairros estavam localizados na região onde aconteceram os surtos de LTA na década de 90: Belvedere e Esplanada. Os resultados demonstraram que 50% da população desconhecem conceitos básicos sobre a doença. Além disso, os conhecimentos sobre as Leishmanioses são fragmentados e não possuem lógica de raciocínio dentro do contexto da enfermidade. Foi observada uma lacuna no conhecimento sobre o assunto, pois a maioria das pessoas entrevistadas não sabe definir o que é Leishmaniose. Outros fatores observados nesse mesmo trabalho potencializam o surgimento da enfermidade, tais como: presença lotes vagos sem limpeza, grandes áreas arborizadas perto de residências, presença de cães vadios e roedores (Esses dados foram assunto de uma monografia do curso de Ciências Biológicas da FUNEDI/ UEMG - Oliveira 2008. Os mesmos encontram-se em fase final de redação do artigo científico). Resultados semelhantes, porém parciais, foram obtidos através de um projeto ainda em desenvolvimento, onde foi aplicado um questionário quantitativo sobre conceitos básicos das Leishmanioses em 83 Agentes Comunitários de Saúde (ACS) de Divinópolis. Foi observado que a média de acerto individual das questões foi de 60%. O mesmo questionário foi aplicado novamente, após um treinamento breve sobre leishmanioses e foi observado um aumento na média de acertos das questões para 80% - a diferença foi estatisticamente significativa (Esse trabalho está sendo desenvolvido pela bolsista Júlia Menezes do curso de Ciências Biológicas da FUNEDI/ UEMG e pela aluna de mestrado Viviane França do curso de Pós Graduação do CPqRR/ FIOCRUZ). Outros estudos desenvolvidos no município demonstraram que a prevalência da Leishmaniose canina em 2008 foi em torno de 30%. Além disso, 56,5% dos cães soropositivos não apresentavam nenhum sintoma da doença. Em 2009 a porcentagem de cães soropositivos aumentou significativamente para 37% (Esses dados estão sendo confirmados pela bolsista Kamila Maia do curso de Ciências Biológicas da FUNEDI/ UEMG). Uma linha de pesquisa ainda “embrionária”, desenvolvida pela bolsista Geisiani Ferreira, também do curso de CB da FUNEDI, aborda o resgate histórico do surgimento das Leishmanioses no município de Divinópolis. Através do mesmo, foi possível identificar que os primeiros casos ocorreram no município na década de 90. Em 1990 houve um aumento de 150% no registro de casos de LTA. Esse fato exigiu do poder público maior atuação no sentido de combater a doença. Porém, segundo vários entrevistados, as medidas de controle e prevenção foram dificultadas devido à grande desinformação da população e de alguns profissionais. Outra questão levantada foi com relação à localização geográfica da maioria dos casos humanos de LTA - próximas da chamada mata do Noé (área de preservação ambiental do município) Na época dos surtos, houve um grande desmatamento dessa região como objetivo de construção de residências e instalação de fábricas. Essas informações históricas nos mostram a importância do planejamento urbano, formação de pessoal e aplicação de práticas educativas para a população. Contudo, acabamos de escrever outro grande projeto, em parceria com a prefeitura, onde vamos utilizar análises espaciais para estudo de áreas críticas em Divinópolis.

O governo do Estado ou até mesmo do município auxilia em relação a essas pesquisas?

Temos o apoio do governo federal - a FIOCRUZ é ligada diretamente ao Ministério da Saúde, apoio do governo estadual - concessão de bolsas de Iniciação Científica e Tecnológica, Apoio Técnico e de mestrado via FAPEMIG, FUNEDI/ UEMG e CPqRR/ FIOCRUZ, além de contar com o apoio logístico e organizacional do governo municipal, através da SMS de Divinópolis.

Existe alguma cura imediata, ou até mesmo uma vacina para a doença?

Para os casos humanos da doença, existe cura. O remédio é distribuído gratuitamente após a confirmação e notificação do caso. Porém o antimônio (princípio ativo do remédio) é muito agressivo e causa muitos efeitos colaterais. Alguns pacientes são tratados hospitalizados com a administração da Anfotericina B que é um poderoso antibiótico antifúngico. O tratamento e cura não são imediatos, geralmente são longos e doloridos. Porém a questão da cura da leishmaniose é uma questão de desafio para vários pesquisadores a décadas. Apesar de existir tratamento para a doença que elimina os sinais clínicos, algumas vezes o paciente pode vir a ter recidivas meses ou até anos após a cura clínica. Os casos caninos da doença, não existe cura! Os protocolos de tratamento utilizados até o momento eliminam os sintomas clínicos da doença porém o cão continua parasitologicamente positivo, ou seja, ele continua com o protozoário em seu organismo e portanto... continua sendo um reservatório da doença. Apesar da existência de algumas vacinas para cães, o Ministério da Saúde não recomenda a utilização das mesmas. A recomendação oficial até o momento é o sacrifício do animal soropositivo.

Os números de mortes causados pela doença são altos?

Cenário Mundial e Brasileiro sobre as Leishmanioses. A OMS (2009) estima a ocorrência anual de Leishmaniose em 12 milhões de pessoas apresentando a infecção no mundo, sendo esses números sub-estimados, pois a notificação compulsória da doença acontece em 33 países dos 88 que são afetados. Por isso, as taxas de incidência e prevalência são escassas. No Brasil, as situações nas quais a doença se apresenta sugerem que essa enfermidade existirá por um longo período dentre a população. Segundo o Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), o número de notificações de LV no país variou de 2.775 a 3.926 no período de 2001 a 2006, em 2007 foram notificados 3.562 casos de LV e 4.125 casos em 2008. Até o ano de 2008 a LV havia sido notificada em 23 dos 27 estados do país, sendo exceção Rondônia, Acre, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. Os estados nos quais ocorreram maiores números de notificações por LV em 2008 foram Ceará, Minas Gerais e Tocantins – respectivamente 589, 561 e 503 casos. A LTA também tem aumentado no Brasil nas últimas décadas. Foram registrados 610.256 casos autóctones de LTA de 1980 a 2005, com a região Norte contribuindo em 37% desses. Segundo dados do SINAN - MS (2009) em 2006 foram 602 casos de LTA no país. Já em 2007 esse número aumentou para 22.753 e em 2008 mantiveram-se 20.552 casos. Esse aumento do número de casos nesse período deve-se provavelmente à expansão da doença no país e a diminuição da sub-notificação. Os estados de maior prevalência da LTA em 2008 foram o Pará, Bahia, Mato Grosso, Amazonas e Maranhão - esses apresentaram respectivamente 3.643, 3.063, 2.525, 1.861 e 1.662 casos. Até o ano de 2008 a LTA mantinha-se desde 2007 sendo notificada em todas Unidades da Federação.
Cenário em Divinópolis - Em Divinópolis, a LTA é considerada endêmica, isto é, pequeno número de casos (variando entre 5 e 10 casos humanos) porém persistentes. No final do ano de 2009 e começo de 2010 foram detectados os primeiros casos humanos da LV no município. Apesar da doença, na maioria das vezes, não ser letal, podem acontecer fatalidades devido a complicações respiratórias e renais, principalmente em pacientes com baixa imunidade e/ou outras infecções concomitantes com o vírus HIV.

Alguma outra consideração?
Acredito que se as medidas de controle e prevenção que são recomendadas pela Organização Mundial de Saúde (descritas na questão 15) forem associadas com medidas sérias de conscientização da população e cursos de formação, informação e reciclagem dos profissionais da área de saúde e educação, formando agentes multiplicadores de conhecimento será mais fácil a elaboração de medidas preventivas adequadas ao município. O empenho no conhecimento da epidemiologia da doença na região, aplicação de estratégias educativas, elaboradas e implementadas de maneira participativa, também influenciam no sucesso do controle das Leishmanioses. Contudo, o nosso grupo de pesquisa pretende continuar contribuindo, de todas as formas possíveis, em benefício da saúde coletiva de seus cidadãos e da saúde pública na região.

 

Alberto Gigante Quadros

 



“Nós queremos apenas aquilo que nos é oferecido por lei além de uma melhor realidade para as pessoas que infelizmente dependem do atendimento do SUS.”

MÁRKON MAIA

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Programada para ser concluída no próximo mês, a reforma do Pronto-Socorro Regional ainda causa discussão. De acordo com o médico do PS Alberto Gigante Quadros, mesmo com a reforma quase totalizada a situação continua precária, oferecendo risco principalmente às pessoas que encontram-se internadas. Em entrevista exclusiva ao MAGAZINE, Gigante esclarece alguns pontos sobre a situação do PS, condição dos profissionais em atuação e aproveita para cobrar mais empenho por parte das autoridades responsáveis.

MAGAZINE: Como está o clima de trabalho entre os funcionários do Pronto Socorro após as inúmeras reivindicações feitas pelo Sindicato dos Médicos?
GIGANTE: Estamos trabalhando normalmente. Acredito que nada tenha mudado a não ser a expectativa de melhora que ainda aguardamos, como por exemplo, a contratação de mais profissionais e a finalização das obras internas. As questões que nós levantamos em reuniões e audiências públicas como o atendimento à população e as condições de trabalho ainda persistem na sua grande maioria. Existem horários na escala de plantão que não têm médicos. Devido a isso, em determinados momentos faltam especialistas no PS. Nós alertamos a Prefeitura que nessas condições não dá pra trabalhar. O que eles estão nos oferecendo não vai resolver esses e outros problemas.

Vocês receberam algum tipo de melhoria em relação às condições de trabalho?
Depois que o Sindicato dos Médicos denunciou as instalações e as precárias condições do PS, a situação melhorou um pouco. A Prefeitura saiu daquela confortável condição de não fazer nada e voltou a trabalhar, porém ainda existe muita coisa a ser feita. Espero que o Executivo saia do discurso feito diariamente para o povo e coloque em prática tudo aquilo que nos  foi prometido até o dia 31 de março. Caso contrário, encaminharemos à Câmara Municipal um relatório de reivindicações para que os vereadores apreciem as melhorias a serem realizadas.

O que a prefeitura propôs aos profissionais?
Depois das denúncias realizadas por inúmeros meios de comunicação e pacientes, a prefeitura se viu no dever de nos atender, fato que contribuiu muito para a retomada das reformas. Havia serviços não realizados e melhorias começadas há muito tempo que não iam pra frente antes de todo esse reboliço. O ritmo era lento e agora parece ter engatado uma marcha acelerada. Porém, ainda há o problema da desvalorização profissional. Infelizmente um médico do PS ainda tem um salário defasado com relação aos outros profissionais da nossa região, mas esperamos que a prefeitura cumpra o que prometeu criando através de concurso público o cargo de médico do PS (todos são contratados).

A prefeitura reajustou pelo menos o salário dos profissionais que trabalham há mais tempo no PS?
Não, muito pelo contrário. Os salários são os mesmos, não houve nenhuma melhora para essa classe operária. A prefeitura inclusive agiu de uma forma que não me parece correta quando ela divulgou quanto ganhava um médico no pronto socorro de Divinópolis. O valor mostrado não foi o real. O que eles mostraram foi o salário bruto sem descontar todos aqueles impostos que todo trabalhador tem na sua folha de pagamento. Além disso, a prefeitura somou a esse valor uma gratificação que a ela ainda pretende conceder a partir de março. No meu ver a eles usaram de artifícios que não foram leais ao expor a realidade inverídica dos médicos. Embora tudo isso tenha acontecido a população não é boba. Todos sabem que se estivessem pagando muito bem a um médico de PS não estaria faltando profissionais qualificados. Existem médicos não só aqui, mas em toda região. Só em Minas Gerais forma-se quase 3000 mil médicos por ano. Ou seja, profissionais existem o que não existe é uma condição leal de emprego aqui em Divinópolis.

Houve algum abandono de cargo ou até mesmo alguma demissão devido esse reboliço de folha de pagamento?
Não tenho essa informação para passar com toda clareza. Mas na medida que existe uma expectativa de aumento salarial, existem colegas que esperam apenas o aval da prefeitura para continuarem. Caso contrário, acredito que um ou outro possa desistir dessa realidade salarial precária. 

Que visão o Sindicato dos Médicos tem da situação dos profissionais do PS?
Esperamos que a prefeitura não use apenas esse artifício de fase de conclusão das obras do PS para tentarem nos satisfazerem. Que as autoridades passem a entender que um profissional tem que ter o mínimo as condições pré-estabelecidas por lei para desenvolver a sua função satisfeito. O sindicato quer que a prefeitura não deixe novamente o Pronto Socorro entrar nessa degradação, deixando apenas a população carente passando necessidade. O sindicato entende que qualquer pessoa, não só os médicos devem ser bem atendidos, como por exemplo, muitas pessoas que passaram dias dormindo em colchões no chão do PS sem o mínimo rigor de higiene ou vigilância sanitária. Nós queremos apenas aquilo que nos é oferecido por lei além de uma melhor realidade para as pessoas que infelizmente dependem do atendimento do SUS.

As obras que foram retomadas no início desse mês com certa urgência estão causando algum tipo de problema aqueles que dependem do PS?
Claro. Alguns pontos do PS ficaram muito tempo sem ser adaptados e devido a isso algumas alterações tiveram que ser feitas. As dependências do PS estão extremamente confusas, e, além disso, muitas áreas do encontram-se numa sujeira significativa. Ao invés deles concertarem um setor de cada vez resolveram mexer em tudo (talvez seja devido ao tempo perdido) e isso causa uma nuvem de poeira que afeta principalmente aqueles que estão doentes e internados aqui. As obras estão desorganizadas, trazendo inúmeros prejuízos à população. Às vezes paro para pensar e o que vejo é sinceramente uma falta de responsabilidade da prefeitura que não está apta a realizar trabalhos como este. A única coisa que pedimos é mais organização, porque se isso não for obtido por aqueles que aqui trabalham infelizmente vai demorar ainda mais a entrega desse PS. 

Quais são os principais profissionais que ainda faltam para completar uma verdadeira equipe emergencial?
Em minha opinião existem falhas em todas as áreas e a situação ainda não está pior porque alguns colegas de trabalho colaboram como que podem. Muita gente está fazendo horas extras para cobrir as falhas existentes no quadro de profissionais e nem a quantia especifica por lei a prefeitura paga por hora. É interessante que no PS de Divinópolis quando um colega faz uma hora extra para ajudar nem reconhecimento ele tem. O problema é ainda maior quando consideramos que existem no Pronto Socorro muitos colegas que tem um, dois até três ciclos de férias vencidas e mesmo assim não conseguem tirar seu descanso merecido. Isso porque a Prefeitura não é capaz de contratar sequer um profissional para cobrir o horário daquele profissional que tem direito a tal benefício.

Sendo assim, muitos profissionais estão cansados e precisando de descanso para realizar o seu trabalho normalmente?
Claro. Você nota facilmente o acúmulo de stress e de carga horária em vários profissionais que nem férias podem tirar. Os sinais de cansaço naqueles que precisam estar aptos e bem psicologicamente a atender emergências são facilmente encontrados. A sobrecarga de trabalho é grande e mesmo assim a prefeitura não nos sede férias.

Mesmo com tantas falhas, o que vocês ainda esperam da prefeitura?
Peço que o prefeito Vladimir Azevedo cumpra apenas o prometido. Isso não é só para o PS, mas para qualquer outra instituição que careça de atendimento como nós. Quero que a partir de março não precisemos retomar o movimento reivindicatório dos médicos, porque sem dúvidas quem perde com isso somos nós e a população. Peço sinceramente mais responsabilidade e caráter político.

 

Vitrine

Ti Ti Ti

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A nova versão da novela “Ti Ti Ti” será exibida pela rede Globo às 19 horas e substituirá “Tempos Modernos”, no ar atualmente. A novela de Maria Adelaide Amaral será dirigida por Jorge Fernando e conta com a presença de Alexandre Borges e Malu Mader (foto), que atuou na primeira versão da novela, em 1985, e volta a trabalhar na televisão depois de dois anos afastada.

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Capa do Impresso

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Fenacer 2010

Blog Cibele Leite

 

Na Região

BOM DESPACHO - Cerca de 240 caminhões repletos de entulhos foram retirados das casas de Bom Despacho no último domingo, 7, quando a Secretaria Municipal de Saúde promoveu um amplo “bota fora” de materiais inservíveis a fim de acabar com os focos de proliferação do mosquito Aedes Aegypt, causador da Dengue. Além das secretarias de Saúde e de Transporte da Prefeitura, o “bota fora” contou com a participação da Polícia Militar, dos atiradores do Tiro de Guerra, Copasa e de diversas empresas locais que se uniram no grande mutirão.

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DIVINÓPOLIS - Neste final de semana acontece no Colégio Roberto Carneiro em Divinópolis alguns jogos amistosos em busca de incentivar os estudantes/atletas, prepará-los para os jogos da Liga das Franquias do Minas Tênis Clube em 2010 e também avaliar os processos técnicos aplicados pela utilização do Minas Tênis Clube.
Na ocasião, a Escola de Esportes Minas Tênis Clube / Colégio Roberto Carneiro recebe em sua estrutura a Escola de Esporte SESI, a equipe de Futsal Sparta e o Colégio Estadual Armando Nogueira. As partidas têm horário previsto para as 9h.

Check-Up

Doenças renais

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Pedofilia

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Câncer de mama

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Dengue

A voz do leitor

Oi Cibele,
Já faz algum tempo que não nos falamos. Estou morando aqui nessa terra maravilhosa (Porto Seguro/BA) e trabalhando bastante. Sempre que posso, acompanho as notícias da nossa querida Divinópolis na internet, e é claro, não poderia ser outro senão o site Magazine. Um grande abraço e que DEUS abençoe a todos.

Professor Serjão - Porto Seguro/BA

 

Li no site do Magazine sobre uma possível greve dos trabalhadores do transporte coletivo. Os motoristas e cobradores da Trancid não sabem o poder que possuem, vide o que está acontecendo em BH. É uma pena ter o Adami como presidente do sindicato, já que ele é um pau-mandado dos donos da Trancid. A situação poderia ser bem melhor para os trabalhadores.

“Pegador de ônibus”

 

Olá direção do Magazine,
Será que se lembra de mim? Já trabalhei em seu jornal com uma coluna e também em vários jornais e revistas de Divinópolis. Atualmente tenho minha revista no Espírito Santo. Acessei o site e com certeza já o coloquei em meus favoritos. Se tiver um espaço no jornal queria colocar umas fotos dos trabalhos realizados aqui por nós.

César Magalhães



Olá pessoal do Magazine,
Gostei muito do site e do seu conteúdo, bem escrito, exato, honesto, atual, como sempre. Por isto, coloquei um link em meu blog.  Espero que aprovem (e permitam). Seção notícia.
Obrigado. Com votos de sucesso.

Flávio Flora

 

Tenho lido o jornal pela internet e o acho bacana pra caramba. Não sabia que no interior havia um veículo de comunicação deste naipe, com esta qualidade!

Ana Maria Lontra – BH.

 

Prezada Cibele, prezados integrantes da equipe:
Meus parabéns pela primorosa edição do último final de semana. Divinópolis nunca teve um jornal tão bom assim! É pena lutar com a carência de apoio financeiro, que deveria partir, principalmente, da classe comercial e industrial do município, que é omissa e dá a impressão que vive numa cidadezinha e não em uma já quase metrópole.

Lázaro Barreto, escritor

 

Equipe do Magazine, Parabéns pela primeira edição impressa do ano – ficou ótima, sensacional. Obrigado!

Weiler Batista

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Frases

"O promotor não está irresponsavelmente fazendo acusações como se fossem palavras soltas ao vento. Ele apresentou o roteiro da corrupção com provas documentais em razão da quebra do sigilo bancário desta cooperativa."
Álvaro Dias (PR), ao rebater as críticas de Dilma Rousseff à atuação do Ministério Público paulista no escândalo da Bancoop.

 

“Sem as mulheres o que seria de nós.”
Vereador Hilton Aguiar/PMDB

 

"A internet pode ser usada para fazer o bem e o mal, é uma ferramenta atual que atinge muitas pessoas ao mesmo tempo. Há criminosos, pedófilos que usam este meio com a ideia de que são anônimos lá, friso que não são, combatemos o crime virtual também.”
Dr. Carlos Fortes, promotor de Justiça

 

“É um absurdo, porque sabemos que milhares de mulheres que enfrentam a violência doméstica em nosso País são intimidadas, ameaçadas e acabam não tendo condição de representar contra o seu agressor à Justiça. Espero que essa decisão do STJ seja revista.”
Cida Diogo/PT, deputada federal, sobre as alterações na lei Maria da Penha


“Uma cidade é um organismo vivo, dinâmico. Por isso deve estar em permanente estado de crescimento, de novas conquistas. Assim é Nova Serrana. É assim que se faz para administrar bem uma cidade hoje...e no futuro.
Paulo César de Freitas/PDT, prefeito de Nova Serrana

Previsão do tempo

Horóscopo

Cinema

São estes os filmes em cartaz no Terra Parque Shopping em Divinópolis/MG

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