Querido leitor... é bom armar-se de paciência, pois este, tem trechos pesados. As grandes calmarias são na verdade o sinal vermelho de que uma grande tempestade está se formando. O grande maremoto (Tsunami) de 2004, no Oceano Índico, deixou o mundo perplexo e em pânico. Superou e em muito qualquer filme do cinemacatástrofe até hoje filmado. Outra vez, a realidade superou a fantasia. Em poucos minutos, ondas gigantescas, como nunca tínhamos visto, despencaram com força total nas costas de várias cidades distantes, ao mesmo tempo, com um impacto destruidor tal, que a mente mais alucinada não ousaria imaginar.
Em poucos minutos o mar levou milhares e milhares de vidas arrasando cidades inteiras. Antes disso, o mar estava tão calmo que, na verdade, parecia mais um espelho.
Então, houve um abalo sísmico nas profundezas produzindo uma onda de choque até provocar ondas gigantescas, que, em oito minutos, chegaram às regiões costeiras pegando todo mundo de surpresa. Pois é. No mundo financeiro assistimos a algo parecido. O chamado Tsunami Financeiro. Ainda que não matando de forma violenta, o efeito colateral
remanescente, provocou uma crise financeira global sem precedentes na história. Em efeito dominó, foi derrubando as bolsas de valores em todo mundo, deixando apavorados investidores, empresas e nações. O pânico e o desconcerto SUPERVIVÊNCIA tomou conta do mundo, deixando uma onda de pessimismo que produziria a segunda onda, a pior de todas: uma paralisia geral, deixando os mercados sem coragem de investir e, consequentemente, sem produção, levando as grandes empresas a dispensar milhares e milhares de funcionários, além de muitas outras a falir, sem pausa. Um verdadeiro curto circuito planetário. Esse desemprego em massa deixou um rastro de impotência quase irreversível. Diríamos que foi um grande apagão.
É o pior dos cenários possíveis: o caos globalizado. Desemprego maciço igual à fome, igual à criminalidade sem controle, igual à eclosão social, igual ao terrorismo, igual a
guerras, igual à devastação. Ninguém acreditava que isto um dia podia acontecer, mas aconteceu. Agora relaxe. Um pouco de humor não faz mal.
(...) Parece o fim, mas não é, e não será. Nunca o tivemos e não teremos. O homem, segundo os historiadores, já sobreviveu à própria Era do Gelo. Mas disso vamos falar mais adiante, porque a Deus pertence. Agora, nossa prioridade é analisar e descobrir o que há por trás das turbulências, para tirar proveito da extraordinária lição que ela guarda e que deve ser revelada. * Extraído do livro Alerta, Turbulências, Acorde, de Carlos Eduardo Tesler.